A educação é um dos pilares da sociedade desde a Antiguidade. Nações que atingiram grande desenvolvimento tecnológico, econômico e social sempre priorizaram o desenvolvimento educacional, com investimentos financeiros constantes desde o ensino de base até o superior. Mas, mais do que investimentos financeiros, é preciso respeitar a autonomia das universidades e centros de pesquisa.

O Brasil vem passando por um processo articulado e direcionado para causar a desvalorização do livre pensamento por meio de constantes ataques a “símbolos” que representam uma espécie de “ameaça” ao atual governo. Para além dos cortes orçamentários, os ataques vão desde a desmoralização de figuras pessoais, como o educador Paulo Freire (referência internacional na área pedagógica), até figuras mais abstratas, como a universidade pública, taxada como “local de balbúrdia” e de “doutrinação ideológica”.

Ataques às universidades públicas, por meio de cortes e de CPIs, têm como principal motivação não o contingenciamento de gastos, como justificado, mas o desmonte dessas instituições que são símbolos do livre pensamento, algo que é visto como ameaça por determinados agentes chave do governo. E tais ataques são uma ameaça que põe em risco a ciência, a pesquisa, e o saber como um todo no Brasil.

Pelo panorama apresentado, este filme se faz necessário para trazer ao debate e ao conhecimento da sociedade o que de fato é realizado na universidade e os riscos que esses ataques estão trazendo não só à comunidade científica e universitária, mas a toda sociedade brasileira. Por meio dele, espera-se contribuir para a conscientização da importância das universidades públicas, centros de pesquisa, e por que devem ser defendidos.

Como vamos fazer

Esses são os locais no Brasil onde gravaremos as cenas para o filme. 1- USP, UNESP e UNICAMP, uma vez que enfrentam uma CPI na ALESP, cuja motivação se mostra obscura; 2, 4 e 5 - Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Universidade Federal do Cariri e Universidade Federal do Sul da Bahia, por serem as universidades que tiveram proporcionalmente a maior porcentagem de verbas contingenciadas; 3, 5 e 6- UNB, UFBA e UFF, por serem as três que, a princípio, sofreram perseguição ideológica, sendo definidas como “universidades que estão promovendo balbúrdia”.

Recentemente incluímos mais duas Universidades em nosso plano de viagens. A Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e a UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Dessa maneira teremos pelo menos uma instituição representante de cada região brasileira.


Além disso, gravaremos com políticos ligados à causa, UNESCO e outras entidades atuantes à questão da Educação e Ciência no Brasil.

O que já fizemos

Acompanhe aqui como anda o progresso do nosso documentário.

Entrevistados

Até agora entrevistamos figuras atuantes no cenário nacional quando o assunto é Educação, Pesquisa e Ciência e, assim, continuaremos a fazer nos próximos meses. Reitores, professores, pesquisadores, jornalistas especializados, diretores de ONGS e outras instituições também ligadas a esses temas estão em nossas listas de entrevistados.

Também entrevistamos alguns estudantes, pois são os primeiros impactados com as ações do governo que estão precarizando o ensino.

Mas para além disso, vamos entrevistar, bolsistas, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos, que são os responsáveis pela maioria das pesquisas científicas realizadas no Brasil.

E não acaba por aqui. Queremos os mais variados depoimentos, pois a universidade não é constituída apenas de professores e estudantes. Técnicos de laboratórios, seguranças, responsáveis pela limpeza e manutenção, além de muitos representantes daquilo que torna a Universidade pública um espaço indispensável para a sociedade.

Onde estivemos

Quem Somos

A Pau a Pique Produções, que produz o documentário, sabe a importância da Universidade Pública, pois é empresa filha de uma delas, a UNICAMP. Nasceu em 2017 dentro do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o LABJOR/Unicamp.

Nasceu por acreditar que Comunicação, Cultura, Arte e Ciência precisam andar em conjunto como chaves que aceleram o progresso da sociedade, tomando ações para a democratização do conhecimento.

André Gobi é Historiador formado pela UNESP. Estudou Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa na Universidade Gama Filho. Especialista em Jornalismo Científico pela UNICAMP. Tem experiência como editor, criador e gestor de conteúdo para editorias diversas, com foco em Ciência,  Tecnologia e Educação, além de ter atuado como assessor de comunicação para entidades não governamentais e inciativa privada, entre outras. No meio audiovisual, tem atuado na produção e roteiro para vídeos institucionais e documentários.

Guilherme Rodrigues é fotógrafo e documentarista, pós-graduado em Multimeios pela Universidade Anhembi-Morumbi e também em Jornalismo Cientifico pela UNICAMP. Além disso, participou de um programa profissionalizante em fotografia documental realizado pela  Universidade de Belas Artes e Design da Bratislava, na Eslováquia.

Foi Diretor e Produtor do documentário longa-metragem  "Caiçaras- Às Margens do Brasil".

Tem dedicado sua carreira a trabalhar com temáticas sociais e culturais.

Contato

Thomas Knaus é formado e Licenciado em Ciências Sociais pela USP, e pós graduado em Cinema pela Universidade Anhembi-Morumbi. Trabalha com audiovisual desde 2013, tendo produzido documentários, videoclipes e conteúdo audiovisual para a área de educação. Em sua trajetória destacam-se o trabalho em empresas de Ensino a Distância como Geekie e EduK, a edição do documentário "Caiçaras: às margens do Brasil", da Pau-a-Pique Filmes, e a colaboração na produção de conteúdo digital para a Agência Sophya.

Sabine Righetti

Pesquisadora e professora da Unicamp